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Marketing de conteúdo atrai quem está pesquisando um problema. A maioria lê e vai embora, e tudo bem. O que não pode acontecer é a minoria que está pronta para conversar chegar ao fim do texto e não encontrar um jeito simples de fazer isso. É disso que trata este artigo: a chamada no fim do conteúdo e o que a mensagem pré-preenchida diz sobre quem clicou.
O fim do artigo é o melhor lugar para a chamada
Quem chega ao último parágrafo de um artigo longo está interessado. Essa pessoa leu, entendeu o problema e talvez tenha percebido que não quer resolver sozinha. É o momento natural de oferecer uma conversa.
Uma chamada eficaz no fim do conteúdo tem três partes:
- Conexão com o que foi lido. "Se a sua cozinha tem o mesmo problema de umidade que descrevemos..."
- O que acontece ao clicar. "...mande uma foto pelo WhatsApp e dizemos se dá para resolver sem obra."
- O link, de preferência como botão ou texto clicável bem visível.
Evite chamadas genéricas como "Entre em contato" ou "Saiba mais". Elas não dizem nada sobre o próximo passo e servem para qualquer página.
Também vale colocar uma chamada mais leve no meio do texto, perto da parte em que o leitor provavelmente sente a dor com mais força. Mas a do fim é a principal.
E-books e materiais ricos: contato dentro do arquivo
E-books, planilhas e guias em PDF costumam ser trocados por um e-mail. Depois do download, a conversa geralmente morre: o material vai para uma pasta e a sequência de e-mails cai na aba de promoções.
Coloque o contato dentro do material:
- Na última página, uma chamada específica com link clicável e um QR code para quem imprimiu ou está lendo em outro aparelho.
- Ao fim de capítulos práticos, uma linha como "Quer que a gente revise a sua planilha? Fale com a gente" com o link.
- No e-mail que entrega o arquivo, o mesmo link, para quem não abrir o PDF até o fim.
PDFs mantêm links clicáveis na maioria dos leitores, mas teste no celular. Alguns aplicativos de visualização abrem o link dentro de um navegador próprio, e vale confirmar que a conversa abre direito.
A mensagem pré-preenchida como filtro de qualificação
Aqui está a parte que pouca gente usa. Um link de WhatsApp pode abrir a conversa com um texto já escrito. Se esse texto for diferente para cada conteúdo, a primeira linha da conversa já diz o que a pessoa leu e, por consequência, em que estágio ela está.
Um exemplo para um escritório de contabilidade:
| Conteúdo | Mensagem pré-preenchida | O que indica |
|---|---|---|
| "O que é MEI e quem pode ser" | "Oi, li sobre MEI e tenho uma dúvida" | Início da pesquisa |
| "Quando sair do MEI para o Simples" | "Oi, acho que vou estourar o limite do MEI" | Problema concreto |
| "Quanto custa um contador para ME" | "Oi, quero um orçamento de contabilidade para ME" | Pronto para contratar |
Com isso, quem atende sabe como responder antes de perguntar qualquer coisa. Para o primeiro grupo, uma explicação e um material complementar. Para o terceiro, uma proposta. Vale ler sobre como escrever a primeira resposta para cada caso.
Algumas dicas para essas mensagens:
- Mantenha curtas, em primeira pessoa e no tom de quem escreve, não de quem vende.
- Deixe espaço para completar: "Oi, quero um orçamento para..." convida a pessoa a terminar a frase.
- Não esconda a origem de quem atende. Se o texto cita o conteúdo, ótimo.
Medindo qual conteúdo gera conversa
Visualizações de página dizem quanto um artigo foi lido. Não dizem quanto ele vendeu. Para isso, você precisa contar cliques nos links de contato de cada conteúdo.
Com o CriarMeuLink, você pode usar um único link curto e mudar só a origem em cada artigo ou material:
criarmeulink.com.br/u/seu-escritorio?src=artigo-meicriarmeulink.com.br/u/seu-escritorio?src=artigo-simplescriarmeulink.com.br/u/seu-escritorio?src=ebook-impostos
Com uma conta gratuita, o relatório agrupa os cliques por essa origem e mostra também dia, hora, cidade e dispositivo. Em poucos meses, você descobre que alguns artigos com pouco tráfego geram muitas conversas, e que outros com muito tráfego não geram nenhuma. A decisão de onde investir esforço fica bem mais fácil.
Se o destino for uma página sua com Google Analytics, a conta também permite configurar parâmetros UTM no link.
Quando o conteúdo não deve pedir conversa
Nem todo conteúdo precisa terminar em WhatsApp. Em textos muito introdutórios, quem lê ainda não sabe o que precisa, e uma chamada direta para venda pode afastar. Nesses casos, prefira:
- um link para o próximo conteúdo da sequência;
- um convite para a newsletter;
- um link de e-mail com assunto definido, para quem tem uma dúvida mas não quer usar o WhatsApp.
Outra situação: se a sua equipe não consegue responder em poucas horas, abrir um canal de conversa em todo artigo pode gerar mais frustração do que vendas. Comece pelos conteúdos de fundo de funil, como preços, comparações e estudos de caso, e expanda conforme a capacidade de atendimento.
Uma revisão rápida nos conteúdos que você já tem
Você não precisa escrever nada novo para começar. Abra a lista dos seus dez conteúdos mais acessados e, para cada um, pergunte:
- Existe uma chamada no fim? Ela é específica ou genérica?
- O link abre uma conversa com mensagem que cite o conteúdo?
- A origem está identificada para você medir?
Ajuste esses dez primeiro. Depois de um mês, o relatório diz quais merecem uma versão atualizada e quais podem ficar como estão.


